Aprender a Meditar

O projeto Aprender a Meditar visa capacitar a pessoa na gestão das suas emoções, pensamentos e assim conseguir uma melhor reação ao stress, ansiedade e projeção de pensamentos recorrentes negativos.

Pretende-se apoiar não só pessoas, mas também instituições e associações, promovendo o espírito de equipa, dando recursos para lidar com o stress e gerir as emoções que tantas vezes surgem, fruto das interações entre colegas, ou funcionários e utentes.

O curso é realizado online ou presencialmente, sendo composto por duas aulas em horário a combinar.

É fornecido material para trabalhar em casa, assim como suporte para meditação guiada e acompanhamento em questões relacionadas com o curso, mesmo após ter terminado.

Categorias da formação do curso Aprender a Meditar

  • Pessoas com doença oncológica;
  • Profissionais de Saúde;
  • Profissionais de instituições e associações relacionadas com apoio à comunidade ou à pessoa;
  • Escolas;
  • Instituições parceiras;
  • Empresas que pretendam incentivar práticas compassivas.

Os cursos realizados para profissionais de saúde devem ser inseridos no âmbito de grupo hospitalar, centro de saúde, entre outros, como forma de apoiar as equipas e promover coesão e harmonia no trabalho.

Benefícios sobre aprender a meditar

A meditação é uma prática que quase todas as pessoas podem realizar. Os casos mais limitativos são os de pessoas com depressão profunda ou problemas físicos que impeçam o estar sentado ou deitado durante algum tempo. No caso das limitações físicas, a prática de meditação em curto espaço de tempo, mas mais vezes por dia poderá ser benéfica.

Em geral a prática de meditar pode auxilar:

  1. Reduzir o stress;
  2. Gerir a ansiedade;
  3. Encontrar recursos internos;
  4. Equalizar os pensamentos;
  5. Promover uma sensação de bem-estar geral;
  6. Alívio da dor;
  7. Cultivo da compaixão por si e pelos outros;
  8. Melhor relação interpessoal;
  9. Entre muitos outros…

Alguns estudos sobre meditação

Ao longo dos anos têm vindo a ser feitos vários estudos sobre os benefícios da meditação em campos como stress, ansiedade, dor, entre muitos. Alguns destes estudos podem ser encontrados no site da NBCI.

Um pequeno estudo de 2016 financiado em parte pelo Centro Nacional de Saúde Complementar e Integrativa (NCCIH) descobriu que a meditação da atenção plena ajuda a controlar a dor e não usa os opiáceos que ocorrem naturalmente no cérebro para isso. Isso sugere que combinar a atenção plena com medicamentos para a dor e outras abordagens que dependem da atividade opióide do cérebro pode ser particularmente eficaz para reduzir a dor.

Em 2016, adultos com idade entre 20 e 70 anos que tinham dor lombar crónica receberam treino para a redução de stress baseado em atenção plena (MBSR), terapia cognitivo-comportamental (TCC) ou cuidado usual. Os participantes do MBSR e da TCC tiveram um nível de melhora semelhante, e foi maior do que aqueles que receberam os cuidados habituais, inclusive muito depois do término do treinamento. Os pesquisadores descobriram que os participantes dos grupos MBSR e TCC tiveram maior melhora na limitação funcional e dor nas costas em 26 e 52 semanas em comparação com aqueles que tiveram os cuidados habituais. Não houve diferenças significativas nos resultados entre MBSR e CBT.

Alguns estudos também indicam que a prática de meditação pode auxiliar na mudança de hábitos e promoção de uma vida saudável.

Em 2012, os pesquisadores compararam imagens cerebrais de 50 adultos que meditam e 50 adultos que não meditam. Os resultados sugeriram que pessoas que praticaram meditação por muitos anos têm mais dobras na camada externa do cérebro. Este processo (denominado girificação) pode aumentar a capacidade do cérebro de processar informações.

Uma revisão de 2013 de três estudos sugere que a meditação pode desacelerar, paralisar ou até mesmo reverter as mudanças que ocorrem no cérebro devido ao envelhecimento normal.

Os resultados de um estudo financiado pelo NCCIH em 2012 sugerem que a meditação pode afetar a atividade na amígdala (uma parte do cérebro envolvida no processamento de emoções) e que diferentes tipos de meditação podem afetar a amígdala de maneira diferente, mesmo quando a pessoa não está a meditar.

(Fonte: NCCIH)

Aprender a meditar faz parte do projeto EntreAbraço, um projeto da Ser para o apoio à saúde mental.